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Entenda por que a Aston Martin produzirá 25 unidades do DB5 1964 de James Bond

Tratar bem do legado da marca é sinal de sabedoria, mas o que a inglesa Aston Martin vai fazer supera todas as ações feitas por outras montadoras. Ela anunciou esta semana que produzirá uma série limitada a 25 unidades do modelo mais icônico da marca, o DB5 produzido nos anos 1960. Mas não será um DB5 qualquer, e sim réplica do modelo usado nas filmagens de 007 contra Goldfinger, considerado até hoje o melhor filme da franquia, de 1964. Na época, o espião 007 era vivido pelo ator escocês Sean Connery.

bond

Os 25 veículos de edição limitada custarão 2,75 milhões de libras esterlinas (US$ 3,5 milhões), fora os impostos. As modificações da espionagem serão co-desenvolvidas pelo vencedor do Oscar Chris Corbould, supervisor de efeitos especiais em oito filmes de Bond anteriores.  Todos terão a pintura Silver Birch, assim como o original do filme. As especificações mecânicas serão similares às originais, com “modificações para garantir os mais altos níveis de qualidade e confiabilidade de construção”, de acordo com a Aston Martin.

A estratégia de marketing pode parecer saudosista, mas faz parte de um plano mais amplo de valorização da marca, já pensando num futuro de veículos elétricos, autônomos e compartilhados (vale lembrar que a Aston martin lançará no ano que vem o RapidE, sedã esportivo elétrico similar ao Tesla Model S). O atual desafio de marcas premium e esportivas é como cativar os clientes das próximas gerações, até mesmo aqueles que optarem por não dirigir. Para isso, o investimento em valor de marca é fundamental, como analista esta semana a coluna AutoBuzz no portal iG.

astonmartin_db5

Baseados no modelo de 1964, os carros colecionáveis são uma colaboração entre a marca britânica e a EON Productions, empresa por trás da franquia Bond, e serão produzidos na Inglaterra. Eles serão numerados como se ainda estivessem em linha nos anos 60. O DB4 GT da mesma época foi recriado mais recentemente, da mesma forma. As primeiras entregas para os clientes começarão em 2020, mas os carros não poderão ser usados em locais públicos – apenas pistas fechadas.

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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