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Nissan e UFSC estudam como reaproveitar baterias de carros elétricos

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A Nissan do Brasil e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assinaram ontem (6/8) um acordo para estudar soluções de uso das baterias descartadas de veículos elétricos. Para tal, a Nissan vai fornecer à UFSC, inicialmente, seis baterias de veículos elétricos Leaf, que foram usados como táxis em São Paulo e no Rio de Janeiro. O Nissan Leaf é o elétrico mais vendido do mundo e será lançado no Brasil em 2019.

Suas baterias terão garantia de 8 anos, mas podem durar no carro mais de 10, segundo a marca japonesa. E com capacidade para muitas aplicações, mesmo após o fim da vida útil no carro. “Em todo o mundo, a Nissan vem desenvolvendo parcerias com o objetivo de integrar o carro elétrico à sociedade e promover a mobilidade elétrica. Após a utilização nos veículos, as baterias ainda possuem uma grande capacidade de carga e abastecimento”, afirma Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.

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Dentre os trabalhos a serem realizados por meio desta parceria, pode-se destacar o estudo do potencial das baterias como sistemas de armazenagem de energia, o que a Nissan chama em todo o mundo de Xstorage Buildings (ou Edifícios de Armazenagem) para a geração de energia de maneira independente da rede elétrica convencional. Considerando o consumo médio residencial no Brasil de 170kWh/mês – 5,66kWh/dia – a energia acumulada em uma bateria pode, por exemplo, manter uma casa funcionando por aproximadamente 3 dias.

A armazenagem de energia solar também será um dos temas de estudo. Uma das primeiras aplicações planejadas pelos pesquisadores acontecerá no próprio prédio do Laboratório Fotovoltaica UFSC. A energia elétrica gerada durante o dia por meio dos módulos fotovoltaicos instalados nas coberturas dos prédios deste laboratório ficará armazenada nas baterias do Nissan Leaf para ser utilizada durante a noite, quando a tarifa de luz é mais cara.

Japan Benex, Sumitomo Corp. alimentará una planta con baterías

O uso alternativo de baterias usadas do veículo Nissan Leaf já é realidade em algumas partes do mundo. Em junho deste ano, a Nissan inaugurou no estádio Johan Cruyff Arena, na Holanda, o maior sistema de armazenamento de energia da Europa. O sistema, alimentado por 148 baterias, funciona de forma independente sem conexão com a rede elétrica convencional. No Japão, a Nissan e sua afiliada 4R Energy Corporation uniram-se à cidade de Namie, no nordeste do país, para instalar postes de luz alimentados por uma combinação de painéis solares e baterias que foram usadas em veículos Leaf.

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Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

2 comentários em “Nissan e UFSC estudam como reaproveitar baterias de carros elétricos Deixe um comentário

  1. Pera lá!! A indústria de automóveis colocando uma “pilha” danada nesta ideia e ainda nem sabe o que fazer com o lixo e resíduos gerados por isso!?!? Só pode ser brincadeira!! No mínimo tem que haver logística reversa até que eles resolvam isso por que se não estaremos trocando seis por meia dúzia ecologicamente falando.

    • Caro Genivaldo, na verdade quem está colocando pilha são governantes na China, Europa, EUA, etc. As montadoras estão entrando nessa onda na marra. Abraço

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