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Sergio Marchionne morre aos 66. O que esperar agora de Fiat e Jeep?

Por GLAUCO LUCENA

No sábado, a notícia da grave doença do CEO da FCA, Ferrari e CNH, Sergio Marchionne,  assombrou o mundo automotivo. Rapidamente, a família Agnelli nomeou três novos CEOs para suas companhias. Para a FCA foi escolhido Mike Manley, 54, então comandante das marcas Jeep e Ram. Hoje cedo veio a confirmação da morte de Marchionne, aos 66 anos. Foram 14 anos de dependência do genial executivo, que tirou a Fiat da quase falência em 2004, deu um nó estratégico na GM em 2005 e amarrou uma surpreendente fusão com o falido grupo Chrysler em 2009. De lá para cá, transformou a marca Jeep, então restrita aos EUA, num fenômeno global de vendas e lucros.

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A escolha do inglês Mike Manley sinaliza ao mercado que o foco em produtos e nas marcas mais lucrativas será mantido. Mas a sucessão estava programada para o início do ano que vem. O segundo semestre deste ano seria um período de transição, no qual Marchionne apresentaria seus sucessores aos acionistas e demais stakeholders das empresas do Grupo. A grave e fatal doença não permitiu que isso ocorresse.

Agora, os desafios de Mike Manley, que já seriam enormes, se multiplicam com a abrupta partida de Marchionne, um dos maiores gênios da gestão automotiva de todos os tempos. Temido e idolatrado, o carismático ítalo-canadense tinha arrumado a casa na FCA, para que ela rumasse sozinha ou fosse mais valorizada no caso de uma fusão com grupos asiáticos. Mas a falta desse período de transição deixa dúvidas no ar.

A coluna AutoBuzz de hoje, em iG Carros, analisa o que esperar dessa nova fase do Grupo FCA, de suas marcas e da filial brasileira. Clique aqui para ler.

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Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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