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JAC T40 CVT mostra evolução dos carros chineses

Por GLAUCO LUCENA

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Lançado há quase um ano em versão manual, o JAC T40 representou um salto de qualidade inegável em relação a todos os modelos chineses vendidos no Brasil. Mas faltava um item fundamental ao crossover, sobretudo nesse segmento: o câmbio automático. O preço sugerido para o JAC T40 CVT é de R$ 70.990, exatos R$ 9 mil a mais que a versão manual. “Espera aí, tudo isso por causa de um câmbio automático?!”, você deve estar se perguntando. Não é bem assim.

O T40 CVT é uma opção mais sofisticada do que a versão manual. Para começar, o manual usa motor 1.5 flex de 127 cv, enquanto o CVT conta com novo motor 1.6 a gasolina de 138 cv (flex só no fim do ano). Os ganhos de potência e torque eram imprescindíveis para que o modelo não perdesse agilidade com o câmbio CVT, de relações infinitamente variáveis. A transmissão simula seis marchas para que o motorista tenha a opção de fazer as trocas por toques na alavanca.

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“No ano passado vendemos 300 unidades por mês do T40 manual. Neste ano, o objetivo é vender 150 do manual e 450 do CVT por mês”, adiantou Sérgio Habib, dono da importadora SHC, que representa oficialmente a JAC Motors no Brasil. “Essa opção de câmbio automático é fundamental, pois hoje quase 85% dos SUVs vendidos no país têm esse tipo de transmissão.”

Com uma relação peso/potência melhor que a da versão 1.5, o T40 CVT é um pouco mais ágil, embora o ajuste do câmbio (fornecido pela belga Punch) seja mais voltado, claramente, para conforto e economia. E nem a posição “Sport” é capaz de tirar muito o crossover dessa condição. Ele vai bem em trechos planos, mas ainda perde um pouco de disposição em subidas – lembrando que o test-drive entre São Paulo e Itu (SP) foi feito com três pessoas a bordo. O consumo em estrada ficou em 13,6 km/l.

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Da versão mais barata, ele herdou o ótimo ajuste de suspensão e o surpreendente isolamento acústico. E também o seu maior defeito, que é o pequeno ângulo de esterço. Além do conjunto mecânico novo, o T40 CVT conta com itens a mais que o modelo manual, o que também ajuda a justificar a diferença de preço. O ar-condicionado, por exemplo, é automático, os bancos de couro são de série e o quadro de instrumentos tem melhor visibilidade. Ele ainda oferece sistema start-stop, sensores de estacionamento na dianteira e na traseira (o manual só tem na traseira), assistente de partida em rampas e sistema de auto-diagnose.

Além das novidades, ele tem todos os itens da versão manual, como tela multimídia de 8 polegadas, piloto automático, direção elétrica, câmera frontal (mania russa), câmera de ré, etc. O único opcional é a pintura do teto em tom diferente da carroceria (R$ 1.490). De fato, o modelo vem bem completo, oferecendo um pacote interessante na comparação com outros hatches ou monovolumes de estilo aventureiro.

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Com desenho italiano, bom porte, estilo aventureiro, porta-malas espaçoso (450 litros), acabamento correto e boa lista de equipamentos, o JAC T40 CVT firma-se como uma das melhores opções chinesas no mercado brasileiro. Ainda pode melhorar em alguns detalhes de ergonomia e qualidade de revestimentos, mas deve brigar sem medo com modelos nacionais de preço similar. A rede de 30 lojas deverá chegar a 40 até o fim do ano, e a garantia é de seis anos.

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Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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