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Como seria a Copa do Mundo dos fabricantes de veículos?

Por GLAUCO LUCENA

No clima de Copa do Mundo, que começou hoje com a goleada da Rússia sobre a Arábia Saudita (5×0), AutoBuzz fez uma simulação dos grupos e cruzamentos para ver qual país seria Campeão do Mundo no critério produção de veículos. Sem os dois maiores produtores globais (EUA e China), a briga seria bem equilibrada entre grandes produtores europeus e asiáticos. Confira abaixo a produção de cada país em 2017 (e a classificação nos grupos), de acordo com dados da OICA (associação global dos fabricantes de veículos).

CONFIRA TAMBÉM COMO SERIAM OS RESULTADOS SE O CRITÉRIO FOSSE VENDA DE CARROS POR PAÍS 

TABELACOPA

PRIMEIRA FASE

Grupo A

1 – Rússia: 1.551.292

2 – Egito: 36.640

3 – Uruguai: produz só em CKD

4 – Arábia Saudita: —

 

Grupo B

1 – Espanha: 2.848.335

2 – Irã: 1.515.396

3 – Marrocos: 376.826

4 – Portugal: 175.544

 

Grupo C

1 – França: 2.227.000

2 – Austrália: 96.632

3 – Dinamarca: produz foras-de-série

4 – Peru: —

 

Grupo D

1 – Argentina: 472.158

2 – Nigéria: 45.000

3 – Croácia: produz foras-de-série

4 – Islândia: —

 

Grupo E

1 – Brasil: 2.699.672

2 – Sérvia: 79.912

3 – Suíça: produz foras-de-série

4 – Costa Rica: —

 

Grupo F

1 – Alemanha: 5.645.581

2 – Coreia do Sul: 4.114.913

3 – México: 4.068.415

4 – Suécia: 226.000

 

Grupo G

1 – Inglaterra: 1.749.385

2 – Bélgica: 379.140

3 – Tunísia: 1.940

4 – Panamá: —

 

Grupo H

1 – Japão: 9.693.746

2 – Polônia: 689.729

3 – Colômbia: 74.994

4 – Senegal: —

O grupo da morte seria o F, com três gigantes, mais a Suécia, lar da Volvo. E um gigante cairia fora por pouco, no caso o México. O Brasil caiu num grupo fraco, assim como Argentina, França e Rússia. Respeitando os cruzamentos do sorteio da Copa, a segunda fase teria os seguintes jogos.

MAPARUSSIA

OITAVAS DE FINAL

Rússia elimina Irã

França elimina Nigéria

Coreia do Sul elimina Brasil

Inglaterra elimina Polônia

Espanha elimina Egito

Argentina elimina Austrália

Alemanha elimina Sérvia

Japão elimina Bélgica

Sim, o Brasil levaria um azar danado e já cairia de goleada diante da Coreia, do trio de atacantes Hyundai, Kia e SsangYong, além da GM na defesa, que ficou com o espólio da Deewoo. No gol, a Samsung, de propriedade da Renault. Se a Copa fosse em 2013, no auge da produção nacional, faríamos um jogo equilibrado contra os coreanos. mas a crise pegou nossa indústria de jeito. Já nossos hermanos argentinos iriam mais longe, pois enfrentariam a decadente Austrália, que perdeu muitas fábricas nos últimos anos, entre elas a Ford e a Holden (GM).

QUARTAS DE FINAL

França elimina Rússia

Coreia elimina Inglaterra

Espanha elimina Argentina

Japão elimina Alemanha

Nas quartas, os donos da casa seriam eliminados de forma honrosa pelos franceses da Renault, Peugeot e Critoën, apesar dos esforços da velha Lada (AutoVaz) e cia. Os valentes argentinos sucumbiriam à Espanha do artilheiro Seat (do Grupo VW). Já os campeões mundiais da Alemanha, de VW, Audi, BMW, Mercedes, Porsche e Opel, fariam um grande clássico contra o gigante Japão, mas não resistiriam ao poderio oriental.

SEMIFINAIS

Coreia do Sul elimina França

Japão elimina Espanha

Com a Alemanha (maior produtora da Europa) eliminada, e a Itália fora da Copa, a esforçada dupla Espanha e França não consegue fazer sombra aos gigantes orientais Japão e Coreia.

FINAIS

Espanha vence França na disputa do terceiro lugar

Japão vende a Coreia do Sul e fica com a taça.

honda-n-box
Honda N-Box foi o veículo mais vendido no Japão em 2017

Com um timaço formado por Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi, Suzuki, Mazda, Subaru, Daihatsu, Hino e outros, o Japão conquistaria a Copa do Mundo 2018 na Rússia com uma campanha brilhante. Mas teria de torcer para EUA e China ficarem de fora novamente da Copa de 2022 no Qatar. Já em 2026, os EUA serão uma das sedes, e a China terá grande chance de entrar, já que o número de seleções subirá para 48.

 

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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