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JAC lança T40 automático e quer dobrar vendas em 2018

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A chinesa JAC Motors tem como meta dobrar suas vendas neste ano no Brasil, o que significa emplacar 8 mil unidades. Para isso, vai lançar três modelos ao longo do ano. O primeiro deles chega às lojas no fim de abril. Trata-se do crossover T40 CVT, dotado de câmbio automático. Em julho será a vez do irmão do meio, o T50. E em novembro, durante o Salão do Automóvel, o irmão maior T80, de porte similar ao Hyundai Santa Fe. A exemplo do T40, ambos terão desenho italiano feito sob encomenda para o mercado brasileiro. Já a primeira picape média da marca ficará para o começo do ano que vem, com cabine dupla, motor diesel e tração 4×4.

O T40 CVT vai custar R$ 69.990, R$ 10 mil a mais do que a versão manual lançada na metade do ano passado. O único opcional é a pintura do teto em tom diferente da carroceria (R$ 1.490). O câmbio automático de relações infinitamente variáveis (embora simule seis marchas), com opção de trocas manuais, não é a única novidade que justifica tamanha diferença de preço. Enquanto o T40 manual usa motor 1.5 flex de 127 cv, o CVT conta com novo motor a gasolina (flex só no fim do ano) 1.6 de 138 cv e torque máximo de 17,1 kgfm a 4.000 rpm. Além disso, a versão conta com ar-condicionado automático, bancos de couro, novo quadro de instrumentos, sistema start-stop, sensores de estacionamento na dianteira e na traseira, assistente de partida em rampas e computador de bordo com tela de 8 polegadas e auto-diagnose.

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De fato, o modelo vem bem completo, oferecendo um pacote superior ao de outros hatches ou monovolumes de estilo aventureiro. “No ano passado vendemos 300 unidades por mês do T40 manual. Neste ano, o objetivo é vender 150 do manual e 450 do CVT por mês”, adiantou Sérgio Habib, dono da importadora SHC, que representa a JAC no Brasil. “Essa opção de câmbio automático é fundamental, pois hoje quase 85% dos SUVs vendidos no país têm esse tipo de transmissão”.

A JAC chegou ao Brasil há sete anos, mas logo no nascedouro foi praticamente abatida pelas cotas de importação impostas pelo programa Inovar-Auto (recentemente julgadas ilegais pela Organização Mundial do Comércio). Livre dessa barreira desde janeiro deste ano, a marca chinesa pretende recuperar o tempo perdido com vários lançamentos, sobretudo de crossovers, além de uma picape média. A rede hoje tem 30 pontos de venda, mas deverá chegar a 40 até o fim do ano, segundo Habib.

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Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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