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Fiat vai desmembrar divisão de autopeças Magneti Marelli até a virada do ano

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A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) confirmou hoje que vai desmembrar sua divisão de autopeças Magneti Marelli até o final deste ano ou início de 2019. “A separação irá agregar valor aos acionistas da FCA, ao mesmo tempo em que proporcionará a flexibilidade operacional necessária para o crescimento estratégico da Magneti Marelli nos próximos anos”, afirmou o grupo ítalo-americano em comunicado divulgado nesta quinta-feira (5/4).
De acordo com o CEO da FCA, Sergio Marchionne, a saída da Magneti Marelli do “chapéu” do Grupo permitirá que ele se concentre em seu portfólio principal e fortaleça sua posição de capital. “A separação entre a FCA e a Magneti Marelli é um ingrediente-chave do Plano de Negócios 2018-2022, que será comunicado em junho”, afirmou Marchionne no comunicado. Antes dela, a FCA já havia desmembrado a Ferrari e a CNH Industrial (produz caminhões e equipamentos de construção).

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A FCA afirmou que o desmembramento estará sujeito a aprovações regulatórias e aprovação final pelo conselho de administração da empresa. A expectativa é que as ações da Magneti Marelli sejam listadas na bolsa de valores de Milão. O comunicado informou ainda que as ações de uma nova holding da Magneti Marelli serão distribuídas aos acionistas da FCA.
De acordo com a agência de notícias Reuters, consultores da FCA analisaram uma possível oferta pública inicial para a empresa levantar dinheiro para reduzir a dívida do Grupo. Porém, a família Agnelli – principal acionista da FCA – foi prejudicada pelas baixas avaliações do setor e não queria que sua participação na Magneti Marelli fosse diluída.

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A Magneti Marelli pode ser avaliada em cerca de 5 bilhões de euros (US $ 6,1 bilhões), incluindo dívidas, informou a agência de notícias Bloomberg no mês passado. Empresas como Samsung, Bain Capital, Tenneco Inc e Brembo já demonstraram interesse na compra de ativos da empresa de origem italiana, fundada em 1919.

Ela hoje produz sistemas de iluminação automotiva, componentes do trem de força e unidades de controle do motor, juntamente com sistemas eletrônicos, suspensão, amortecedores e outros componentes e módulos. Emprega cerca de 43.000 pessoas globalmente. No Brasil, tem sete fábricas em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. E ainda uma na Argentina.

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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