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Um ano após ser comprada pela PSA, Opel está de olho na América do Sul

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Pra matar a saudade: Opel Corsa GSi 2019 foi apresentado hoje na Europa

Muitos clientes Chevrolet sentem saudade de modelos como Corsa, Astra, Vectra, Meriva e Zafira. O que eles têm em comum? Todos saíram de linha no Brasil. E todos eram projetos da Opel, braço europeu da GM vendido ao grupo francês PSA Peugeot-Citroën há exatamente um ano. Desde a aquisição, especula-se sobre a possível chegada da Opel e seus venerados modelos ao Brasil e outros países da América do Sul. Segundo fontes de AutoBuzz, o plano existe, mas inicialmente não passa por Brasil e Argentina, os dois maiores mercados. Aqui e no país vizinho, a estratégia da PSA é recuperar volumes de venda das marcas Peugeot e Citroën. Mas no restante do continente, a Opel deverá ter portas abertas. Ela já está no Chile, e deve chegar em breve a outros mercados, como Peru, Colômbia, Uruguai e outros.

Para quem lamenta a “não vinda” da alemã Opel, o consolo é que a sinergia entre ela e as marcas francesas será cada vez mais perceptível nas próximas gerações dos modelos da Peugeot e Citroën. Afinal, foi para isso que o grupo francês comprou a Opel (e sua versão inglesa Vauxhall) há um ano: sinergias, ganho de escala e um maior poder de barganha de preços junto aos fornecedores de peças.

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Opel Astra já é vendido no Chile e deverá chegar a outros mercados da região

Dessa forma, sucessores de Peugeot 208 e Citroën C3 terão muito em comum com a próxima geração do Opel Corsa. Aircross terá muito de Crossland X (sucessora do Mariva), e vice-versa. O mesmo vale para 308 e Astra, C4 Lounge e Insignia (sucessor do Vectra), e assim por diante. Sinergias em conjunto mecânico serão a prioridade, mas também haverá em equipamentos, itens eletrônicos e até revestimentos e outros itens de acabamento interno.

A venda há um ano da Opel/Vauxhall fez parte da reestruturação da GM, que acumulava perdas de US$ 20 bilhões na Europa desde 1999. A PSA pagou US$ 2,7 bilhões para ter as duas marcas deficitárias. Elas continuam dando prejuízo, mas bem menos do que anteriormente. Carlos Tavares, CEO global da PSA, comemorou recentemente os bons resultados do saneamento que está sendo feito na Opel. E projetou ganhos para breve. Estrategicamente, os engenheiros da Opel se concentrarão no desenvolvimento de tecnologias de eletrificação e automação. Outra vantagem é poder usar a força da marca Opel para entrar em mercados onde Peugeot e Citroën são fracos, como os EUA e alguns países da Ásia.

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Opel Insignia, sucessor do Vectra, terá tecnologias em comum com sedãs executivos franceses

 

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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