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Gasolina aditivada é ainda mais importante nas primeiras semanas de uso do carro

Regra é válida sobretudo para motores compactos, que têm poucas folgas e estão mais sujeitos a atritos

Muita gente pensa que gasolina aditivada é coisa para quando o carro estiver mais rodado, para promover uma limpeza em algumas partes móveis do motor. Mas a tendência do downsizing tem levado especialistas a recomendas os aditivos justamente nas primeiras semanas ou meses de uso do carro novo. “Pouca gente imagina que os primeiros cinco mil quilômetros são os que mais demandam um tipo de proteção que só uma gasolina aditivada pode proporcionar, sobretudo nesses motores mais compactos”, afirma Gilberto Pose, engenheiro de combustíveis da Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil.

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Os motores têm se desenvolvido de maneira sem precedentes, ficando cada vez menores, mais potentes, mais econômicos e menos poluentes. Vários dos carros mais vendidos do país já oferecem versões com motor três cilindros. Outros, que usavam motores 1.8, 2.0 ou maiores, passaram a usar motores 1.4 ou 1.5, geralmente acompanhados de turbo e injeção direta.

Com maior eficiência, esses propulsores modernos trabalham em condições de alta pressão e temperaturas elevadas. Quando o carro é novo, as partes móveis do motor ainda estão numa fase de acomodação. Além disso, a alta temperatura gera dilatação das partes metálicas, ampliando as chances de atrito. “É um momento crítico que pode gerar maior desgaste, algo que pode ser evitado com o componente redutor de fricção presente na gasolina aditivada”, explica o engenheiro Pose.

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Curiosamente, de acordo com o engenheiro da Raízen, muitos consumidores preferem começar a usar a gasolina aditivada depois que o motor já está bem rodado, para remover a sujeira acumulada nos bicos injetores e nas válvulas. “Realmente, ela tem essa função de limpeza, mas não só isso. Ela também evita o desgaste de peças móveis do motor ao criar uma película protetora ao redor delas. É como esfregar as mãos ásperas, o que gera calor, ou com uma loção hidratante, o que evita desgaste e desperdício de energia”, compara Gilberto Pose. “Usando logo de início a gasolina aditivada, os depósitos nas válvulas e bicos nem vão aparecer”, completa.

 

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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