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Importados poderão chegar a 15% do mercado nacional em 2018

O fim do programa Inovar-Auto em dezembro (e por tabela das cotas para importações de marcas sem fábrica no Brasil) já está dando uma animada no mercado de importados. Em fevereiro, eles reponderam por 11,7% dos automóveis vendidos no Brasil, um pouco acima da média do ano passado, que foi de 10,9%. Este número inclui modelos vindos da Argentina e do México, isentos dos 35% de Imposto de Importação. A Anfavea, associação das montadoras, prevê um potencial para que os estrangeiros cheguem a 15% das vendas do mercado interno neste ano.

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Kia KX3 virá do México no segundo semestre, para desafiar Honda HR-V e companhia

Desse volume de importações, a maior parte é trazida pelas próprias montadoras instaladas no país. Já os modelos emplacados pelas marcas sem fábricas locais deverá representar no máximo 1,7% do total, nas projeções da Abeifa, associação dessas empresas importadoras. “Sendo otimista, vamos vender no máximo 40 mil unidades neste ano”, afirmou hoje José Luiz Gandini, presidente da Abeifa e da Kia Motors do Brasil.

Gandini acha que os volumes de importação atingidos em 2011, antes das cotas, dificilmente serão repetidos. “Foram 199 mil unidades vendidas em 2011, e apenas 29 mil no ano passado. Vai demorar para as empresas que sobreviveram colocar ordem em suas redes de revenda. Além disso, o dólar quase dobrou de valor nesse período, e o carro nacional evoluiu muito. O que resta a nossas empresas são nichos de mercado, como minivans, SUVs grandes, sedãs maiores e esportivos”.

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Volvo XC40 acaba de ser eleito Carro do Ano na Europa. E está chegando ao Brasil

A coreana Kia, que responde por um terço dos importados da Abeifa, vai lançar neste semestre o esportivo Stinger. Mas os maiores volumes serão garantidos pelos modelos KX3 (nome provisório) e Rio, importados do México no segundo semestre, isentos do Imposto de Importação. O KX3 é um SUV compacto, do porte do Honda HR-V, enquanto o Kia Rio é um hatch compacto, comparável ao VW Polo.

Outra importadora animada com o fim das restrições é a chinesa JAC, que lançará cinco modelos este ano, começando pelo crossover T40 CVT (automático), em abril. No mesmo mês, a sueca Volvo lança aqui o tão aguardado XC40, seu SUV mais compacto, que acaba de ser eleito o Carro do ano na Europa.

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JAC T40 ganha câmbio automático em abril.  Foto: Glauco Lucena

 

Neste primeiro bimestre, as associadas da Abeifa amplacaram mais de 5 mil unidades, crescimento de 38% em comparação com o mesmo período de 2017. Kia cresceu 59%, Porsche 53%, Volvo 47%, Suzuki 34%, JAC 23%, Jaguar 6%, Land Rover 48%, Lifan 53%, Mini 26% e BMW 22%.

Glauco Lucena Ver tudo

Paulistano, nascido em 1967, é jornalista, com formação em Ciências Sociais e MBA em Gestão de Negócios. Desde 1990 atua no setor automotivo. Trabalhou por 24 anos em redações de jornais, revistas e sites, entre eles Autoesporte (Editora Globo), Jornal do Carro (Estadão) e Carsale (UOL).

Recentemente, dentro do Grupo FCA, foi um dos responsáveis pela comunicação da Jeep durante os 3 anos do processo de relançamento da marca no Brasil. Hoje, atua como colunista, consultor, gerador de conteúdo e influenciador digital na área automotiva.

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